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quarta-feira, 8 de fevereiro de 2017

Bullying - Como agir, reagir e defender os nossos filhos

Muito tem sido dito sobre bullying, mas o que é certo é que quando nos toca à porta, é muito difícil lidar com esta realidade…

A dúvida assola-nos… é mesmo bullying ou uma coisa de crianças? Será que o meu filho quer apenas chamar-me à atenção? Porque é que o meu filho não tem auto-estima suficiente para se defender? Onde é que eu errei?

A resposta é simples… NÃO ERRASTE!… As crianças que sofrem de bullying são normalmente as mais sensíveis, as mais doces e empáticas. Aquelas que gostam de agradar, as que se preocupam pelos outros… Tão simples como isto - Presas fáceis…

Já por outro lado quem o pratica, fá-lo porque são crianças com necessidade de impor a sua personalidade, ser o centro das atenções, elevados níveis de agressividade e uma postura de superioridade…


Depois vem o dia a dia da realidade… e não é fácil…
  • Temos de lidar com o sofrimento dos nossos filhos - Isto é o pior, que raiva... só apetece ir à escola e dar uns tabefes em toda a gente…
  • Lidar com o assunto com o QI emocional que nos é esperado - vamos contar até 10… 3 vezes… e repetir, se for preciso
  • Gerir e promover a auto confiança na criança - devagar, devagarinho chegamos lá… Tu és fantástico, tens de ser forte, não mostres medo, és melhor que ele, tu consegues, vá lá… a mãe está aqui para te ouvir… Acredita na mãe, vai-se resolver.
  • Perceber qual a capacidade das crianças para agir em sua própria defesa, cada miúdo é diferente… e têm medo…
  • Como lidar com o agressor, que também é uma criança e como tal devemos tomar todas as precauções para que a situação se resolva a bem para ambos - como pais e adultos temos essa obrigação moral… e temos de mostrar aos nossos filhos que o nosso espaço e respeito conquista-se mas não à custa do espaço dos outros
  • Lidar com os pais da criança, que muitas vezes estão em perfeita negação - estes é que às vezes precisam de uma participação… no mínimo…
  • Lidar com a escola e respetivos interlocutores - as burocracias não são fáceis e são morosas
  • Promover uma comunicação clara, transparente, neutra qb. e assertiva - e outra vez… vamos contar até 10… 3 vezes… e repetir, se for preciso. Não ajuda nada mandar vir com o diretor da escola, é no mínimo contraproducente.   

Denunciar é fundamental, mas requer algum exercício, fundamentar a queixa, reportar de forma sistemática com o objetivo de construir uma base sólida e inequívoca. Isto leva algum tempo, e pode ser emocionalmente desesperante.

Antes da denuncia temos ainda de esgotar as alternativas viáveis, falar com os pais da criança, com o professor responsável da turma e coordenador pedagógico. A escola, por sua vez, antes de agir com um processo disciplinar vai também esgotar as alternativas pedagógicas, falar com o aluno, colegas, auxiliares, pais e esperar que tudo se resolva.

Entretanto o nosso filho sofre na pele os abusos e maus tratos… e dói, como mãe, dói muito ver cria sofrer. Ao mesmo tempo fazemos o trabalho de reconstrução de auto estima da criança todos os dias e rezamos para que à noite não tenhamos de apanhar os cacos outra e outra vez.

Se as coisas não se resolverem entretanto, o que seria ideal. Chega o dia em que o processo está completo e informamos a escola que vamos efetuar uma participação oficial.


Li várias minutas, mas nenhuma foi de encontro à forma como eu pretendia abordar o tema junto da escola. Queria que fosse algo deste género:
  • Emotiva mas controlada
  • Assertiva e sistemática
  • Compreensiva e disponível para encontrar a solução de forma definitiva
  • E que deixasse bem claro que não iria tolerar que o meu filho sofresse mais um abuso que fosse.

Assim escrevi uma participação, que para mim funcionou muito bem, e se for caso disso espero que vos possa ajudar também. A castanho estão algumas notas para perceberem como foi tida em conta a construção da minuta. Sintam-se livres para alterar o que considerem necessário.

Faz o download da minuta, adapta-a e envia-a para a escola, via email ou CTT (depende da escola) para a direção de turma e para ou coordenar pedagógico. Minuta - Participação de Bullyng continuado 

Se tiveres dificuldades, deixa uma mensagem, e eu vejo o que posso fazer.

Se precisas de mais informação sobre o tema, este site pareceu-me interessante: educare.pt.


terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Se és mãe acredita no teu instinto!

Obrigada mãe por fazeres de mim a mãe que sou hoje. O teu amor é lindo e o teu coração grande :)
És a minha mãe Leoa.
...

Criar um filho é a coisa mais maravilhosa do mundo, vê-lo crescer, dia após dia, ganhar autonomia e finalmente independência é a melhor sensação de trabalho cumprido. Um agridoce entre saudade e orgulho. Os meus filhos ainda não deixaram o ninho mas preparo-me já psicologicamente para ver o primeiro a voar para longe, em 2 ou 3 anos...

Adoro reconhecer-me através dos meus filhos, das suas expressões, gestos e até formas de reagir, faz-me pensar como a nossa máquina é perfeita e como perpetuamos a nossa existência através deles.

No entanto como todos sabemos, criar e educar nunca é fácil. É um empreendimento que comparo muitas vezes a uma empresa, que exige planificação e estratégia, investimento e dedicação, trabalho, sacrifício mas tudo numa vertente humanizada repleta de amor, compreensão, tolerância, algumas difíceis decisões corretivas à mistura e muito jogo de cintura.


Mesmo que sejamos uns dos poucos sortudos, nascidos com o cú virado para a lua, e a vida nos proporcione as condições mais favoráveis para a criação dos nossos filhos. Mesmo assim… deparamo-nos com uma variável que não podemos contornar - a nossa própria condição humana e a dos nossos filhos - Na verdade não é apenas uma variável, são muitas... Combinações genéticas, personalidade, ambiente, capacidades cognitivas, equilíbrios químicos ou desequilíbrios hormonais…

Não somos perfeitos e tomamos decisões de acordo com a informação e juízos que temos e fazemos num determinado momento. O que é certo hoje, amanhã pode não ser assim tão certo. Mas cada momento ou cada decisão que ponderamos com amor é sempre a decisão mais acertadas.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2017

Tom do Dia IV

Na vida procura o teu espaço, ocupa-o e respeita-o, mas lembra-te... respeita também o espaço dos outros.


terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Curiosidade - O vermelho por esse mundo fora


Paixão, alegria, vitalidade, dinheiro, sucesso, pureza e energia, luto. O vermelho não é só uma cor, é um tom que muda conforme os nossos sentimentos, lugar ou cultura.

O vermelho estimula o sistema nervoso e a circulação sanguínea, transmite energia e melhora a auto-estima. Mas atenção, tal como o café pode causar nervosismo e inquietação, por esta razão utilize com moderação essencialmente no trabalho.


 O vermelho por esse mundo fora...

Europa – Perigo, amor, excitação
China – Cor das noivas, boa sorte, celebração, alegria, felicidade, vitalidade, longevidade. Indica a direção do Sul. Vermelho Púrpura significa sorte e fama.
Japão – Vida
Índia – Pureza
Oriental – Alegria (junto com branco)
Hebraico – Sacrifício, pecado
Cristão – Sacrifício, paixão, amor
África do Sul – Luto
Aborígines Australianos – A terra, a Terra, Ocre Cerimonial
Cherokees – Sucesso
Hopi – A direção para o Sul
Romanos – A cor vermelha na bandeira significa o “Início da Batalha”
Celtas – Morte, vida depois da morte
Feng Shui – Yang, fogo, sorte, dinheiro, respeito, reconhecimento, proteção, vitalidade

Hummmm... acho que não tenho nada vermelho no meu guarda-roupa. Este fim de semana... Compras 😄


Tom do Dia III


sábado, 28 de janeiro de 2017

Porque beijamos na boca?

Podem dizer que é cultural, um comportamento desenvolvido como forma de mostrar afeto. Podem dizer que é biológico, que é uma forma de avaliar a compatibilidade química entre duas pessoas com o objetivo de encontrar um parceiro que proporcione condições para uma descendência geneticamente viável.


Para mim um beijo pode ser tudo isso mas também é muito mais.... é magia. 




Um momento em que o tempo pára e de repente somos só nós, um breve momento que somos únicos. Duas pessoas apenas, e por uns breves segundos a vida ilumina-se. Podem culpar a dopamina ou ocitocina mas a meu ver, a sensação de intensidade tem a ver com o instante em que nos sentimos apenas nós, sem grandezas nem medos, são momentos de verdadeira pureza e de intimidade. 

Quando beijamos, vivemos o momento. O contacto, o cheiro do outro, o seu sabor. E é bom, é mais que bom, pode ser mesmo perfeito. 

Dei o meu primeiro beijo, no autocarro 23 a caminho da escola. O rapaz chamava-se Alvaro e andava na minha turma. Simpático, cabelo encaracolado, beijou-me mesmo antes da paragem em Belém. Um beijo rápido quase de fugida mas suficiente para me deixar corada e de cabeça aluada. Nāo voltámos a repetir mas nunca mais esqueci os olhos matreiros a rir enquanto descia do autocarro. 


sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Lê por tua conta e risco… 2


Os Piores defeitos: Desprezo


des·pre·zo |ê| 
(derivação regressiva de desprezar)
substantivo masculino
1. Acto ou efeito de desprezar.
2. Falta de apreço ou de consideração por algo ou alguém; sentimento de superioridade em relação a algo ou alguém. = DESCONSIDERAÇÃO, DESDÉM ≠ APREÇO, CONSIDERAÇÃO, ESTIMA
3. Sentimento de repulsa ou aversão.
Source: https://www.priberam.pt/dlpo/desprezo




Todos nós precisamos de respeito, aceitação, consideração e estima, estes são sentimentos básicos para a valorização do ser humano como indivíduo único que somos. O desprezo e desdém afetam diretamente essa necessidade fundamental, debilitando gravemente a auto-estima. 

Quem despreza, rebaixa, não reconhece nem leva em consideração gostos, personalidade, necessidades ou sentimentos. Quem despreza segrega, e o efeito ainda é mais grave se for levado a cabo em grupo. O desprezo e o ódio andam de mãos dadas mas o primeiro implica um sentimento de superioridade e convicção da inutilidade do outro. Com o tempo o indivíduo constrói uma imagem negativa de si próprio começando a acreditar que de facto não tem valor e esta postura acaba por se refletir em todas as áreas da sua vida levando muitas vezes ao isolamento e desespero.

No entanto se pensarmos um bocadinho, na verdade quem despreza, não só despreza o outro mas acima de tudo despreza-se a si próprio, tem problemas graves de auto-estima e não aceita a rejeição que sente em relação a si mesmo. É sempre um reflexo de um desequilíbrio emocional pois um indivíduo saudável reconhece naturalmente o seu valor, da mesma forma que reconhece o valor dos que o rodeia. O facto de ser incapaz de reconhecer esse valor nos outros acaba por ser um espelho da rejeição e desdém que sente por si próprio.

Infelizmente o desprezo é mais comum do que pensamos, quem sofre de desprezo ou desdém, esconde, tem vergonha e não conta a ninguém porque o desprezo mutila, desmembra e desacredita a pessoa como ser individual. Mas na verdade, de quem tenho pena, é de quem despreza, esses são os que estão mental e emocionalmente danificados, os que precisam realmente de ajuda.