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domingo, 5 de novembro de 2023

Afinal o que é um ponto de vista?




Um ponto de vista é uma EXPOSIÇÃO e não uma ARGUMENTAÇÃO…


Quando se expõe um ponto de vista e se ouve uma resposta: SIM…, seguida de um…. MAS...


Então? Onde fica o nosso ponto de vista? Perdido nas exposições do outro e nos seus argumentos?


Sim!… mas…  “MAS…” Não é uma concordância… É um… SIM… MAS… É uma condescendência…


SIM!… É algo simples… Um “SIM, MAS…” é algo que não é suficiente...

É um NÃO omitido. 


SIM!... É… CONCORDO!.


“SIM, MAS …” É algo a acrescentar, onde normalmente se associa um discurso que pode ou não validar o ponto de vista que foi apresentado… e das duas uma… 

Ou acrescenta, ou de outra forma apenas pretende desconstruir, desconsiderar,,,


Aqui o “PONTO DE VISTA” complica-se… ou se assume que o nosso “ponto de vista” não foi assim tão fundamentado como pensámos…,. ou se tenta fazer perceber o que se tentou comunicar num primeiro momento…


E das duas uma…. ou continuamos a tentar dar a entender o que pretendemos dizer, ou o “mas…”, i.e… O “não”, irá querer prevalecer de forma encoberta, e neste caso…,. estará, certamente,  estabelecida a controvérsia e a discussão…


A não ser… claro…. com o objetivo de evitar o confronto (conscientemente ou não), simplesmente deixemos de tentar explicar o nosso ponto de vista. Neste caso… em vez de expor e ter uma posição, seja ela qual for… passamos a meros ouvintes…  limitamo-nos a ser plateia para o ego dos que consideram que um “NÃO” pode ser um “SIM… MAS…”


Então… em vez de dizer “SIM… MAS…”, talvez seja preferível ouvir dizer… “Não”.... seja pelo motivo que for… pois um ponto de vista nunca deixará de ser apenas uma opinião… até estarmos confrontados com realidades de facto. E a argumentação do “MAS… “ na minha percepção…. também não…


terça-feira, 21 de abril de 2020

1970 = 49 =7x7 = 49


O momento - Aquele momento

Todos temos aquele momento que define a próxima etapa… Olhamos o inevitável como se um cruzamento se apresentasse à nossa frente. As alternativas confundem-nos e no nosso íntimo sabemos que apenas uma é a correta, mas o que não sabemos é se estamos preparados para a percorrer.


Na encruzilhada à esquerda ingenuamente ignoro os meus instintos, à direita, vejo o que acredito controlar, agarrada a uma crença que me conforta e ilude.

Continuo parada, à espera da resposta que tarda em chegar…

Em frente, pondero o desafio sem saber o que esperar… com esperança de ser capaz de enfrentar medos e inseguranças. Olho aquele que me é desconfortável e que mesmo sem querer, faz-me desviar o olhar, uma e outra vez, para a esquerda e para a direita, como que à procura da fuga … mesmo sabendo que é este o caminho que me fará crescer… mas inevitavelmente também me fará doer…

Então entro num remoinho de ses, ques e porquês… de justificações fabricadas à medida… Porque é que será melhor?... Será que devo?... Porque não o da direita?… A razão… diz-me que é este…  Ou o da esquerda… impulsiva como sou… vai tudo à frente… o que vier, virá… mas, e se escolher seguir em frente?

Volto a olhar e fixo um ponto no infinito… desta vez fecho os olhos… deixo de ver… uma luz púrpura ocupa o espaço onde a estrada estava e viajei mentalmente para outros momentos, outros cruzamentos, em que escolhi a esquerda e a direita… tenho medo…

Já o ditado dizia, “para a frente é que é o caminho” - O “bom senso” do “senso comum” não deixa de me maravilhar, e se o caminho é em frente… então que seja feito… de peito aberto às balas, que seja o atravessar do deserto sem deixar de acreditar… que seja aceitar as adversidades com a certeza no coração... que é possível… mas e se não é?

Se o caminho em frente é duvidar a acreditar, e ao mesmo tempo lutar contra os medos e as tentações… então é dizer não às limitações… é saber que sou capaz… Que cada pedra é só uma pedra... não um precipício... 

Mas é em frente que fica o futuro? Sem ângulos retos à esquerda ou à direita?... É este o meu caminho?

De olhos vendados pela própria fé, espero o que me é devido… não como um direito mas, como o caminho que tenho de percorrer… de forma humilde… apenas sentido, no mais intimo do meu ser…

Aquele que me grita… uma e outra vez… sempre que o nego... Aquele que se apresenta como o destino que não posso deixar de cumprir.

Certo é… que fugir do destino é apenas o caminho mais perto até ao próximo cruzamento… que no final me leva ao mesmo momento… cumprir o objetivo, o propósito, seja ele qual for.

Certo é… que acontece uma e outra e outra vez… até que um dia é inevitável, sigo em frente com a fé e a esperança daquele que um dia também já o percorreu…

Aquele que sou eu, porque está em mim. Como eu estou nos meus filhos…. Numa perfeita roda da vida, até que se cumpra o destino que sem saber eu própria defini.

E um dia saberei se o caminho foi o correto… mesmo que não exista certo ou errado… apenas caminho.

Consequência das minhas decisões, aquelas que mais ninguém poderá alguma vez assumir… e que se cumpra o propósito, mesmo que hoje, ou alguma vez, tenha a capacidade de o compreender.

Não é meu objetivo deixar marca, história ou memória… o meu nome será apagado e eu serei simplesmente pó. Quero apenas neste curto momento, de braços e coração aberto, aprender… o amor, a compaixão, o perdão e nunca… mas nunca, deixar de acreditar na bondade dos homens. 

Se algum dia acontecer, então, esse é o dia em que deixei de ser eu…

terça-feira, 8 de outubro de 2019

2019 > A lagarta e a borboleta

Por algum motivo para mim o ano começa em Outubro, pode ser porque é o mês do meu aniversário, mas quase todas decisões importantes na minha vida acontecem neste mês... coincidência...? Pode ser... ou talvez não...

2019 não foi diferente... este foi um dos melhores e piores anos da minha vida... não tão difícil como 2017 ou 2018 mas um ano de grandes mudanças (e as mudanças doem), de crescimento... onde fazemos do certo o errado e tiramos daí as devidas conclusões... ou lições...

2019 foi o ano de desabrochar... ganhar asas e voar... grande energia e emoções fortes... muita vida, e pessoas novas... novas paixões... que eu achava já não ser possível... dei-me como morta para a vida e para o amor, e então a grande surpresa... afinal estou viva...

2019 foi como um renascer... um voltar à adolescência, à minha verdadeira essência...



Aquela menina esquecida tomou o poder e agarrou as rédias das minhas prioridades... viver... ser feliz... ser eu própria... contas feitas... um pouco mais do mesmo... "quando a cabeça não tem juízo, o corpo é que paga"...  ;)  mas também fica a lição e o equilíbrio não se consegue sem antes experimentar-mos o desequilíbrio... precisamos de um extremo para perceber onde se encontra o centro.

2019 foi um ano de coração aberto, entrega absoluta, mergulhos em piscinas... muitas vazias... foi um ano de tomada de consciência da natureza humana, das suas fragilidades e inseguranças, dos relacionamentos verdadeiros e daquelas que só vêm os seus próprios interesses. De conhecer verdadeiras essências... infelizmente muitas desilusões, mas felizmente muita aprendizagem...

2019 foi um ano de entrega com toda a intensidade da minha natureza e do meu coração, mas também foi um ano de purgas, limpezas impiedosas de tudo e todos que não me servem... que nada me acrescentam... que me pretenderam usar ou limitar... na minha ainda frágil entrega... muitos nesta medida e outros por arrasto... e por estes lamento... porque as saudades doem... e porque simplesmente não devia terminar assim... mas a vida é como é... decisões tomadas, consequências assumidas... quando seguimos um caminho, outro, inevitavelmente fica para trás.

2019, fechou um ciclo... tão maravilhoso como louco... experiências únicas que apesar de tudo me tornaram mais rica... como pessoa, como ser humano e com mais sabedoria da vida... e a todos que fizeram parte deste meu processo... de coração,  agradeço...

Acabou Setembro... e agora... novamente... Outubro, novo ciclo começa... sinto-o dentro de mim... nem sei explicar, mas estou pronta... as coisas simplesmente acontecem... desenrolam-se como  um novelo de lã...

Venha 2020...  irei recebe-lo, menos iludida, mais consciente... mas sempre, sempre de coração aberto, e cada vez mais livre para viver de acordo com as minhas convicções. 

Resta-me desejar a todos um feliz ano novo... antecipado ou não... cada um interpreta como quiser...

Um grande bjn.

Apenas Eu....

quinta-feira, 4 de julho de 2019

Transparente...




É assim... cada dia que passa é um passo mais perto...

O caminho aproxima-se do fim… vou largando pedaços de mim…

Células mortas que cobrem de pó os móveis que limpo... e desapareço lentamente...

Enquanto tomo consciência que nada fui, sou, ou serei…

Além de um sopro… um sussurro… um sonho… uma transparência...

quinta-feira, 6 de junho de 2019

Uma viagem...




Fiz a viagem... falei comigo… teria à volta de 12 anos… olhei para mim e vi-me… uma menina assustada, pequena e frágil, de ar doce meio perdido...

Estava sentada à beira de um regato, numa pedra lisa, por baixo de um chorão.... com olhos muito abertos, como que com medo e confusa, olhei-me com a cabeça encostada aos joelhos, as mão a abraçar pernas, como quem se protege… e perguntou… conseguiste...?

Então respondi-me, acho que sim… tive os filhos que querias, são lindos… Abracei-me e agradeci por ter sido quem fui...

Mas não lhe disse que a solidão que na altura senti… ainda me acompanha, permanece dentro sem resposta. E voltei com ela em mim… ainda mais triste que no momento que parti...

sexta-feira, 8 de março de 2019

Feliz Dia / Semana / Ano / Vida... da Mulher...

Como Mulher orgulhosa que sou não poderia deixar em branco esta data, sem pelo menos um bitaite...

Ao longo dos anos à procura de mim própria... deparei-me com a realidade que não sou só uma pessoa, um indivíduo... sou uma mulher... Uooooooooo... uma mulher com maminhas e tudo... mas também sou muito mais do que isso...

 Sou um emaranhado de experiências, tal forma complexo que às vezes para desatar o nó só mesmo cortando.... e então desembaraço mais um bocadinho e lá vou enrolando o novelo. Olho pelo canto do olho para a meada, meia perdida mas ao mesmo tempo em tom de desafio pois se a vida fosse simples não tinha graça... 

A verdade é... se não dá pica, não quero... Um bom puzzle, especialmente daqueles que me obrigam a colocar tudo em perspectiva é aquele que me faz crescer... e que eu até inconscientemente agarro... Está na minha natureza rebelde colocar em causa o status quo, pois bem... o que é que isto dá... asneira!!!! e depois vêm os julgamentos...

O facto de ser direta, independente, falar o que penso e fazer o que me dá na veneta (sem faltar, obviamente às minhas responsabilidades e ao respeito ao outro) faz de mim um bicho complicado, uma mão cheia de trabalho... por um lado cumpro, por outro largo e pelo caminho, posso nem sempre ter bom sentido de orientação mas tenho sempre chegado ao destino... e só por isso agradeço...

Acima de tudo... Agradeço ser mulher... complicada, complexa... cheia de nuances e matizes... não sou preto nem branco... sou azul, rosa, amarelo e vermelho numa conjugação maravilhosa e única.

Sou amor, sou perdão e compaixão. Sou guerreira, implacável, feroz e dedicada. Delicada, frágil e sensível... e o meu dia não é hoje... são todos os dias da minha vida...

quarta-feira, 6 de março de 2019

Coisas que me tiram do sério!!!!

A covardia dos homens no momento de dizer... não quero... ou não quero mais...
Aqui as coisas são bem complexas... gostava que algum "H"omem me explicasse o porquê desta inibição de demonstrar as suas verdadeiras intenções... seja em que momento for... a falta de capacidade de criarem limites claros é para mim um verdadeiro mistério...

> Se só querem um caso... digam...
> Se gostam de estar com uma pessoa... digam...
> Se não querem ser incomodados... digam...
> Se têm medo de sofrer... digam...
> Se não é o momento... digam...

Seja o que for... digam...

Porra!!!! digam.... Sejam claros... para vosso e nosso bem...

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Mas explico... porque o sexo forte, por vezes precisa de uma pequena dose de reflexão... 

Mesmo quando não existe uma "relação"... existe uma "relação"... E tudo começa com a definição da palavra "relação" e entre várias, temos:

> Narração de factos que se sucedem uns aos outros.
O que começa simples naturalmente se complica... a sucessão de factos muda a perspectiva. As ações originam reações e consequentemente julgamentos pois estamos cegos e ignorantes perante a verdade dos outros... que não conhecemos... 
É fácil ignorar, desaparecer... difícil é lidar com a natureza da outra pessoa com frontalidade, respeito e compaixão.

> Analogia entre factos ou discursos. = CONEXÃO
A conexão existe, se não, não teria acontecido. O encontro de 2 pessoas só existe se num determinado momento porque existiu uma conexão... seja ela qual for... E o que hoje faz sentido, amanhã já não faz... e não faz mal... as coisas são como são. O importante é estar em paz e consciência... compreendo que é mais fácil ignorar, desaparecer...
Difícil é lidar com a natureza do outro com frontalidade, respeito e compaixão.

> Dependência, ligação.
Estes são factores inerentes a qualquer "relação". Diria "não relação"... mas isso não existe...
A dependência não tem de ser negativa assim como a ligação, são apenas linhas invisíveis que unem enquanto existe um propósito... e como tal... podem ser cortadas a qualquer momento. Agora, cabe-nos a nós saber cortar a ligação...  com frontalidade, respeito e compaixão.  

> Ligação afectiva ou sexual entre duas pessoas.
Esta é bastante óbvia e bastante literal e como todas as histórias tem um princípio e um fim... independentemente do tempo e das aventuras pelo meio... mas é tão simples.... frontalidade, respeito e compaixão > é fácil ignorar, desaparecer... difícil é lidar com a natureza do outro e sair da dita "relação" sem provocar mágoas ou inseguranças.

> [Aritmética] Comparação entre duas quantidades desiguais.
Pois é... raramente numa "relação" estamos em pé de igualdade... cada um no seu momento... cada um no seu caminho... com medos e inseguranças... este caminho é normalmente solitário... e é aí que devemos ser conscientes. Devemos saber colocar o nosso ego de lado e olhar... olhos nos olhos e dizer estamos dispostos a aceitar as consequências das nossas ações com frontalidade, respeito e compaixão, tanto no que me diz respeito ao próprio... mas a cima de tudo em relação ao outro...  

É assim... as coisas não são complicadas... nós é que as complicamos... quando deixamos entrar alguém na nossa vida temos de estar preparados para a deixar sair ou para a convidar a sair... apenas há formas e formas de o fazer e está na nossa consciência ser-mos maiores ou apenas agirmos como crianças sem olhar às consequências das nossas ações...


"relação", in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.

terça-feira, 5 de março de 2019

Sim sou forte, não choro...

Sim sou forte, não choro... anos e anos... E nem uma lágrima.

Pedi..., por favor façam-me chorar.... Parece que o meu coração  é feito de pedra... Nunca fui assim... Não me reconheço mas ano após ano as lágrimas secaram e parecia que não voltariam... Afinal sou forte... Aguento tudo, nada me afeta...

Quando caio... levanto-me, ergo a cabeça e penso... é só mais uma lição, mais um percalço... agora estou mais forte... novo dia, nova oportunidade... em frente... em frente, não vale a pena olhar para trás... segue o teu caminho, passo a passo determinado... sorriso nos lábios, lembra-te de quem és e dos que dependem de ti...

Não sou uma super mulher mas bem poderia ser... Entre desgostos, filhos para cuidar, obrigações e trabalho, não há  como nos compadecer com a nossa própria fragilidade... não há espaço para a emoção, para o amor ou auto comiseração.

Até que um dia, por um segundo... sem saber como nem porquê baixei a guarda e a carapaça rachou, a luz abriu caminho entre as frestas... invadiu-me e deixei-me cegar... emergi da caverna de sombras, da realidade de criei... Lentamente deixei o sol entrar e iluminar os cantos escondidos que já nem sabia existirem e então lembrei-me... que um dia fui criança e sorri sem bem saber porquê...

Inebriada por esta nova realidade pousei a espada, tirei a armadura e mergulhei despida num regato de alegria e esperança... abri o peito e o coração... e deixei que o sopro do dragão entrasse de novo em mim... e voltei a ser a menina curiosa com fome de mundo e de vida... eu... sou eu outra vez... pensei...

Mas na verdade essa menina já não o é mais, e agora sem armadura nem espada estou vulnerável e frágil e foi então que as lágrimas vieram, correram livres e com vontade própria... e não as posso parar...

Trazem a saudade de quem já partiu, a saudade de quem não pude ser... o arrependimento de ter permitido a luz entrar e a consciência que o caminho é solitário... e o que resta são apenas as memórias dos momentos que tivemos e a ilusão dos que nunca teremos.

Visito-te em sonhos, a dormir e acordada e juro que ainda te oiço rir... enquanto dizes... "gosto de ti..."

E as lágrimas não param e não sei se as quero parar... quero chorar a minha saudade... limpar a alma, beijar a lembrança de ti... e sei que... ainda estou no meu caminho... mas o meu destino és tu... e imagino vezes sem conta o dia em que volto para ti...

Alguém disse... as lágrimas são memórias que correm pelo rosto... acredito... e agora choro... sou forte... mas choro... de cabeça erguida... mas choro...

Com amor...


segunda-feira, 12 de novembro de 2018

Não cuspas para o ar...

Já dizia o ditado... Não cuspas para o ar, porque pode cair-te em cima...

É assim,... quando menos esperamos... já está... voltamos a cair na armadilha.... vem disfarçado de rapazinho rebelde... olhos tenros e com ar meio perdido... e depois... quando damos conta... já foste!!!....

Jurei que nunca mais, mas mais uma vez.. cuspi para o ar... e agora?

Agora... já lá vão umas quantas semanas e dedico-lhe o meu primeiro pensamento de bom dia com um sorriso... talvez por ter feito parte dos meus sonhos... até acordar de verdade e perceber que não passa de uma ilusão...

Procuro não pensar durante o dia, mas não posso evitar divagar... e depois... mesmo na hora de ir dormir, volta ao meu pensamento... com a leve esperança, que talvez... talvez perceba que não quero mais do que me pode dar... e que se calhar não tenho nem espaço ou tempo na minha vida para o poder querer, mas há uma coisa que tenho... vontade, muita vontade... de lhe provocar um sorriso... piscar os olhos com carinho.... e inundá-lo com ternura...

Não quero promessas nem expectativas... apenas estar, viver o momento, aproveitar a companhia, conversar, desconversar... encostar a cabeça no seu ombro e apreciar a paisagem.... Ver o mar, meditar, passear no bosque, mergulhar na ribeira... deixar que a vida me preencha... deixar-me derreter pelos sentimentos de forma inocente e ingénua, doce como o mel... e fazer de conta que é simples, tão simples quanto isto... Até porque não tem que ser mais do que isto... e está tudo bem, assim....

E se não tiver de ser, então não será... e agradeço-lhe do fundo do coração... pois afinal... descobri que ainda consigo sonhar... ainda existe em mim uma rapariga que não se deixou consumir pelo desamor e pela mágoa... tornou-se apenas uma mulher.... mais cuidadosa, mais consciente que pouca coisa é cor de rosa... mas ainda assim com muita vontade de viver e aproveitar as coisas boas que a vida ainda tem para lhe dar...

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Vá lá Cupido... vê se não deixas o trabalho pela metade... kkkkkkk

quinta-feira, 1 de novembro de 2018

I, myself and no one else

Being alone...
Is the worst, best feeling in the world.
It makes you feel unwanted
but gives you strength at the same time,
makes you feel unworthy
and then you realize that you worth more
you ever realized or received.
It’s the paradigm of who you are…
Who am I?
Alone I am nothing,
but standing alone I am everything!
Need nothing or no one;
I’m just who I am...
Without excuse, just my conscious and I.
Don’t need support or understanding
Just need to be me...
Without judgments or acceptance.
Just need to fall in love with me…
I am who I am!

Me, myself and I

from no one...

domingo, 28 de outubro de 2018

Tom do Dia XI



Pedir desculpa não tem de significar que estás errado. Significa apenas que valorizas mais o teu relacionamento do que o teu ego.

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Apologizing does not always mean you are wrong. It just means that you value your relationships more than your ego.

sábado, 20 de outubro de 2018

Tom do Dia X




And I don't think the world is sold
I'm just doing what we're told
I, feel something so right
Doing the wrong thing
I, feel something so wrong
But doing the right thing
I could lie, Everything that kills me makes me feel alive

Counting Stars
OneRepublic

domingo, 1 de julho de 2018

Tom do Dia IX



Aqueles que possuem um sentimento de beleza, coragem para correr riscos, disciplina para dizer a verdade, e capacidade de sacrifício. Ironicamente estas virtudes torna-os vulneráveis; são muitas vezes feridos e até destruídos.

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Those who... "possess a feeling for beauty, the courage to take risks, the discipline to tell the truth, the capacity for sacrifice. Ironically, their virtues make them vulnerable; they are often wounded, sometimes destroyed."

(from The Letters of Ernest Hemingway)

segunda-feira, 25 de junho de 2018

Reflexão: Igualdade de Géneros > A mentalidade está a mudar!

É lindo quando percebemos que as nossas crianças estão a crescer e que esta é uma geração cheia de força, determinação, valores, coragem e muita garra. 🙏💪😉

Há dias a garota chega-me a casa e diz:
- Mãe, tenho estado a refletir num assunto que me incomoda, e fiz um pequeno texto sobre o tema... O que achas? 😌

 O que é que eu acho?... Eu acho que a minha filha é minha inspiração! 😍🤗 

Igualdade de Géneros > A mentalidade está a mudar!


A igualdade de género é uma questão de direitos humanos fundamental e exige que, numa sociedade, homens e mulheres gozem dos mesmos direitos e obrigações em tudo.

Para ser bom e justo para todos é preciso ser igual:  

  • Nas oportunidades do trabalho e na carreira profissional;
  • Na saúde;
  • No poder e influência.      

Factos da desigualdade:                                                                                                                         

  • O desemprego afeta mais mulheres que homens.
  • Por estarem mais carregadas, mais de tarefas domésticas e trabalho, as mulheres não têm tempo para cuidar delas próprias.
  • As políticas e serviços de saúde não estão ainda adaptados às necessidades de um género com "menos" tempo.
  • De acordo com a Organização Mundial de Saúde, as mulheres têm maiores níveis de ansiedade e de depressão. Situações muitas vezes causadas pela pressão da vida quotidiana e não tanto com fatores biológicos.
  • A violência doméstica afeta sobretudo as mulheres. 
  • Os salários para as mesmas funções são mais elevados para homens do que para mulheres.
  • As mulheres contribuem para a economia através de trabalho pago para o mesmo, mas também através de trabalho não remunerado realizado em casa, mas as tarefas domésticas são simbolicamente desvalorizadas.
  • As desordens alimentares, como a anorexia e bulimia, afetam mais raparigas que rapazes. A obsessão com o corpo afeta muito mais as raparigas.
  • A pobreza é feminina!
  • As mulheres e crianças são as grandes vítimas da exploração sexual.

Já existem vários grupos e empresas a trabalhar neste tema, mas juntos somos mais fortes por isso vamos contribuir para uma sociedade melhor e mais organizada e principalmente IGUAL.

Marta SC. 2018

terça-feira, 29 de maio de 2018

Tom do dia VIII


Eu não tenho medo de partir, tenho medo do que deixo ficar.

Tempestade Perfeita - Sobrepopulação

Fazendo um paralelo com o que aconteceu na épica Ilha de Páscoa onde o povo de Rapa Nui com origem na Polinésia, efetuou as primeiras incursões por entre 900 e 1200 D.C. - Reza o mito que um pequeno grupo familiar colonizou a Ilha de Páscoa, esta,  rica em fauna e flora encontrava-se coberta maioritariamente por árvores.

Subsistindo à base da agricultura, Os primeiros colonizadores utilizaram o método de queimadas para ganhar espaço e aumentar a produção e utilizaram a madeira como material para construção. A população prosperou atingindo cerca de 15000 habitantes e foi neste período que foram erguidas e espalhadas pela ilha as cerca de 900 estátuas Moai com 90 ton.


Em apenas algumas gerações a sobrepopulação esgotou os seus recursos naturais levando o ecossistema da ilha para além das suas capacidades regenerativas naturais, levando-o ao colapso. Consequentemente a população diminuiu drasticamente pela falta de alimento e material para construção de canoas, originando guerras tribais, fome e canibalismo.

Hoje existem teorias alternativas a este mito desde a introdução de uma espécie de ratos que chegaram à ilha nas sofisticadas canoas dos primeiros colonos e que dizimaram as palmeiras e ainda outras que dizem que a ilha entrou em colapso apenas depois da chegada dos primeiros europeus no Sec. XXIII.

Passando do Mito à Ficção, ou não. Temos já congressos que analisam a evolução do país para as próximas décadas sob um prisma demográfico, sociológico, económico e filosófico. Pois bem, há um par de anos tivemos a 1ª conferência do género em Portugal e nunca tinha ouvido falar tão abertamente de temas como a velhice e a mortalidade.

Com a minha idade, não acredito que haja alguém que não se preocupe com o que vai acontecer na segunda metade da vida, principalmente quando estimamos que vamos viver 10 anos mais do que supúnhamos. Vou ter dinheiro suficiente para me sustentar? Vou ter direito a reforma? Vão os meus filhos ficar prejudicados pelo número de velhos reformados/desempregados e incapazes de pagar a fatura do aumento da longevidade? Será que eutanásia para cidadãos seniores com menos rendimentos/saúde vai ser obrigatória ou simplesmente seremos premiados com benesses para a nossa família se o fizermos voluntariamente.

Estou no limiar da insanidade? Ou sou pessimista/realista o suficiente para pensar que inevitavelmente, o nosso sistema social, se encontra tão decrépito que daqui a 30 anos será impraticável, e até desumano.

Pedirmos aos nossos descendentes que nos sustentam com base numa obrigação esclavagista, quando na realidade dificilmente terão meios para manter uma vida digna para si próprios, a meu ver, é impensável.



Foram necessários 200.000 anos para a população atingir 1 Bilião e 200 anos para atingir 7 Bilhões. Como será a vida neste nosso paraíso azul quando formos 11 Bilhões em 2100? À medida que nós crescemos as necessidade de recursos crescem também. Certo?



Têm de ser tomadas medidas já!


- Educar as mulheres em países subdesenvolvidos
- Planeamento familiar

- Reduzir drasticamente o consumo

- Controlar a população

- Proteger os Habitats

As escolhas que fizermos hoje, vão afetar no futuro a nossa espécie, e toda a vida na terra.

Como saímos deste ciclo biológico inato nascido da nossa essência e cujo objetivo único é a sobrevivência da espécie através da reprodução, quando já não tivermos espaço, recursos alimentares e água potável para manter uma vida digna a todos?…

Vale a pena ouvir... e refletir!


Mais um Elefante na Sala: Alexandra Paul at TEDxTopanga 

As mentalidades estão a mudar, esta nova geração não tem condições de sobrevivência, vivem à custa do que os pais foram capazes de conseguir, porque esses ainda tiveram uma oportunidade. Estes jovens, já não tão jovens assim, pois têm entre os 25 e os 35 anos, e apesar da mais completa formação superior que possuem, ainda não tiveram, e duvido muito que venham a ter oportunidade de mostrar o que valem. Não têm um trabalho que lhes permita ter uma vida... casar, ter filhos, constituir família, simplesmente não criam uma estrutura sólida para o seu próprio desenvolvimento, ou do país.

O sistema ocidental em que a nossa humanidade está construído é corrupto, criado em bases de direitos adquiridos que hoje se encontram obsoletos, a estrutura que o sustenta tornou-se demasiado pesada e encontra-se em decadência mas os interesses das elites são superiores às alterações radicais e de raiz que o próprio país necessita para ultrapassar a crise socio-económica e demográfica em que vivemos.

A base demográfica em pirâmide com a diminuição da natalidade, inevitavelmente cairá. Muito em breve a democracia será seletiva e a liberdade de ganhar dinheiro estará disponível apenas para alguns. Será impossível num futuro próximo, viver sem ter sempre em mente que tudo não passa de uma questão de sobrevivência?...

Um pouco à semelhança de alguns filmes de ficção científica mais radicais sobre o controle populacional e o sacrifício de muitos para o bem de alguns.

A mim, se me perguntarem, não gostaria de viver assim. Se me perguntarem, não quero viver até aos 90 anos, a não ser que tenha a sorte de ter uma saúde de ferro, e uma cabeça sã, tipo Manuel de Oliveira, o que não me parece...

Tenho medo de não ter meios de sustento, afinal pois não tenho alternativa para se não viver para o dia a dia, para o agora e não para o amanhã, basicamente não tenho meios para sustentar o luxo que será a saúde, e não quero ser mais uma preocupação para os meus filhos.

Se o momento chegar, e espero que esteja errada, serei a favor da morte e da eutanásia, pois o que verdadeiramente importa é o que fica, não o que vai...

Porque nunca é demais refletir, aqui fica mais uma sugestão - filme - “Sem Tempo”


Parte 4 de 5